Hoje durante o almoço distrai-me a observar dois camaradas que almoçavam na mesa ao lado. Uma das palavras que mais ouvi, foi a palavra: fascistas.
Segundo eles a culpa desta nossa triste realidade era devida a estes senhores.
Será que estes senhores sabem realmente o que é um comunista e um fascista? E ser-se fascista é assim tão pior que se ser comunista?
Tanto quanto sei, o manifesto de Marx e Engels incitou à unidade e à luta do proletariado, ao mesmo tempo que clarificava os pressupostos ideológicos do movimento comunista. Defendiam a propriedade colectiva dos meios de produção, claro, geridos por o estado de modo a proporcionar o bem-estar de todos e não de apenas alguns, afastando desta forma o sistema capitalista e a “exploração do homem por o homem”.
Já sabemos que o comunismo assumiu o poder em vários países. A Revolução Russa, todo o Leste Europeu. Na China foi Mao Tsé-Tung a instaurar o regime, em Cuba o camarada Fidel Castro fez o mesmo, bem como outras várias nações asiáticas, que seguiram o mesmo caminho.
A realidade, essa é um pouco diferente. O comunismo caracterizou-se pela instauração de regimes autoritários em que os direitos cívicos e individuais foram sistematicamente limitados, e o seu desenvolvimento económico sempre ficou aquém do desenvolvimento dos países de livre iniciativa.
O fascismo tanto quanto sei foi um sistema instituído por o Mussolini, que defendia um nacionalismo exacerbado e caracterizado por um poder centralizado e ditatorial baseado na repressão de qualquer forma de oposição.
É impressão minha ou a definição de fascismo encaixa na perfeição em países como a Coreia do Norte, Cuba, China? Em que ficamos? Será assim tanta a diferença?
Ninguém quer viver num regime comunista, nem mesmo o próprio camarada Jerónimo, que se atrapalhou a responder quando lhe perguntaram em qual das democracias preferia viver, na Suécia ou na Coreia do Norte.
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