Marques Mendes hoje num programa da TVI 24,deu-nos a conhecer alguns exemplos ocorridos em 2009, de gestores públicos que aumentaram o seu vencimento, neste caso apenas para o dobro.
O primeiro exemplo foi da CP. Uma empresa que em 2009 teve prejuízos 231 milhões de euros. Esta empresa em 12 de Junho do ano passado, passou a Entidade Pública Empresarial (EPE). Talvez por se ter transformado numa empresa pública com fins lucrativos, os seus gestores viram os seus vencimentos alterados. Um mês depois o presidente que ganhava 4.725 euros passou a ganhar 7.225 euros (mais 52%) e os vogais passaram de 4.204,18 euros para 6.791 euros (quase 60%).
A carris é outro exemplo é. Esta empresa que em 2009 teve 41 milhões de euros de prejuízo, viu, por decisão do governo, os ordenados dos seus gestores igualmente aumentados de forma significativa em Março de 2009. O presidente que ganhava 4.204 euros, passou a auferir 6.923 euros (mais 65%). Já os vogais passaram de 3.656 para 6.028 (mais 65%).
Foram ainda falados os vencimentos dos gestores da Administração do Porto de Lisboa. Lembrando que estes aumentos tiveram sempre o aval do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, o ex-líder do PSD revelou que em Junho de 2009 o presidente desta empresa pública passou de 4.752 de vencimento para 6.357 euros (mais 34%). Já os vogais passaram de 4.204 euros para 5.438 (mais 29%).
“Que autoridade moral tem o ministro das Finanças para cortar salários e aumentar impostos quando, também em ano de crise, faz chorudos aumentos de vencimentos?”. E tirou uma conclusão: “Neste sector da Administração do Estado não há crise – ou se multiplica o número de administradores, ou se multiplicam os vencimentos, ou se multiplica uma coisa e outra.”
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